C.J. Produções
  Sexo Virtual

                            

                                                                                                                                                                                    Desde a invenção da Internet sabe-se que muita coisa mudou não só no âmbito da comunicação e informação, mas também no comportamento da sociedade. A interface do homem com a máquina tem modificado e reconfigurado o comportamento de muitas pessoas.

Exemplo disso é o sucesso dos chat's e salas de bate-papo, onde mesmo com a perda do corpóreo o virtual tenta imitar o real através de emotocions, sons, e imagens. Além disso, as afinidades são um pré-requisito para a extensão dessas atividades.

           Mas o que antes era apenas utilizado para estreitar ou manter relações amistosas, hoje, como tudo na Internet, isso evoluiu. Prova disso são os inúmeros sites de relacionamentos existentes no ciberespaço onde os usuários podem ou pretendem buscar um companheiro(a). Outros ainda oferecem, mesmo na falta do tangível, sexo virtual, onde muitos buscam nesse espaço suas satisfações e prazeres mais recônditos.

            

             De fato, esses sites que oferecem sexo como o cam4  são sempre os mais acessados em todo o mundo. Mas a que se deve todo esse sucesso? Ao meimiscuir neste meio, fiz uma pesquisa empírica de onde pude apurar que grande parte dos usuários são homens( e aqui não cabe diferenciá-los entre bissexuais, heterossexuais ou homossexuais), e que grande parte deles vêem nesse espaço uma, e somente nele, brecha para espiar/exibir seus corpos durante um ato ou manipulação sexual a fim de satisfazerem seus desejos mais obscuros. Tudo por que, segundo afirmaram alguns dos usuários que eu entrevistei, receiam viver isso abertamente na sociedade por que sabem que serão descriminados ou rotulados. Outros ainda tem complexo consigo mesmo por não quererem assumir uma bissexualidade ou homossexualidade. Assim, buscam nesses sites uma chance, ainda que mínima, de satisfação sexual.

             Entretanto, o problema reside exatamente aí, por que grande parte deles se esquecem que do outro lado da máquina existem outros tipos de pessoas com afinidades e expectativas diferentes. Exemplo disso, são as travestis e transsexuais que usam essas janelas virtuais para encontrarem o parceiro ideal ou mesmo um namorado, mas que quase sempre são vistas apenas como um objeto sexual. “Eu não iria paquerar jamais com uma travesti no meio da rua ou em uma praça, mas ali no cam4, ou em uma sala de bate-papo como da uol, eu tenho essa possibilidade. E nem tão pouco posso considerar que tive uma relação homossexual, se isso me desagrada, apenas por que fiz sexo virtual”. Além disso nesse espaço eu costumo me travestir, coisa que jamais faria em público", afirma  cdzinha, ludovicense e freqüentador assíduo do site.

             Mas também existem aqueles que por falta de coragem de viverem uma perversão maior, mergulham nesse espaço por que sabem que a coisa no fim pode ser dissolvida como apenas um clic como quase tudo no ciberespaço

              O fato, é que por um motivo ou outro, o sexo virtual vem ganhando proporções gigantescas pelos internautas. E se isso é nocivo ou não para a moral da sociedade ou para o cultivo das relações interpessoais dos indivíduos só o tempo dirá.



Escrito por C.J. às 21h14
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Escrito por C.J. às 12h41
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As travestis em perigo ou o perigo das travestis?

 


 

Sabe-se que a prostituição é considerada uma das profissões mais antigas do mundo, e que por causa disso mesmo, existem muitos relatos de sua atuação em quase todas as civilizações, desde a mais primitiva até a mais evoluída. Mas, embora a prostituição tenha começado entre as mulheres das classes mais desfavorecidas, o homem, quer pelos mesmos motivos ou não, começou a se prostituir abrindo com isso um novo leque de opções para aqueles que buscam comprar sexo e prazer. Tem sido assim desde o início da humanidade, onde pessoas preocupadas com a moral e os bons costumes sempre criticaram a prática da prostituição.

 
Mas, enquanto o mundo preocupava-se com a prostituição dos homens e das mulheres, uma nova classe de prostitutas surgiu: As travestis.

Hoje é comum vê-las à noite nas esquinas, ruas, praças e avenidas das grandes cidades procurando venderem sexo e prazer. Para entendermos esse fenômeno social é preciso tirar as vendas do preconceito dos olhos e analisar quem de fato são as travestis. Para responder a essa pergunta é preciso seguir por muitas trilhas, perseguir códigos e fixar-se em corpos metamorfoseados.

“Cassandra”, travesti que vem atuando nesse ramo há cinco anos, afirma que ser travesti implica lutar contra a natureza em busca da feminilização. “Tem que colocar silicone, tomar hormônio e, sobretudo, desafiar a sociedade.”

De fato, o uso de hormônios é fundamental para a construção da travestilidade, pois essa substância misturada ao sangue instaura um desemquilíbrio no organismo transformando um corpo masculino em um feminino. “O problema dos hormônios é que eles levam no mínimo cinco semanas para agir, e por causa disso mesmo, muitos travestis optam colocar silicone”, declara “Lallato” que é conhecida como veterana entre as travestis que fazem programa no retorno da COHAB. Mas independente do método, o que todos os travestis buscam é uma perfeita feminilização, ainda que sob altos riscos como é o caso das cirurgias clandestinas de próteses de silicone. Segundo “Mauraya”, muitas de suas amigas e companheiras de esquina já faleceram vítimas do uso indiscriminado de silicone e de hormônio. “Sou consciente do risco que corro, mas a vida que levo me obriga a perseguir um ideal de beleza, pois como em todo lugar, existe uma grande competição e disputa tanto pelos clientes como pelo território e uma travesti bonita, extremamente feminina é altamente valorizada”, enfatiza.

Mas o que leva os travestis a se prostituirem? O mercado de trabalho é acessível a eles? Será que é comum ver um travesti médico, advogado, ou recepcionista que seja? Essas perguntas são pertinentes porque nos convida a uma profunda reflexão; o preconceito não apenas nos fecha, mas também nos marginaliza. “Bianca Ferraz”, travesti que atua na Avenida São Luis Rei de França, diz que está no ramo da prostituição porque não tem outra escolha. “Vivo sozinha, tenho que pagar aluguel, água, luz e minha alimentação básica. Fui jogada pra fora de casa desde que assumi minha homossexualidade. Se tivesse um emprego decente, eu largaria essa vida”, declara.

Quando interpelada sobre se o ramo da prostituição é lucrativo, “Bianca” afirma que a questão é muita relativa porque depende do cliente. “Se for o varejão, ele pechincha até o preço cair para vinte e cinco reais, o penoso sai com agente e no fim diz que não tem dinheiro ou simplesmente que não vai pagar, e por ultimo o fino que na maioria é uma maricona que apesar de pagar o preço estipulado exige que agente faça coisas absurdas”, explica.

Há, contudo, que se ressaltar que muitos travestis exatamente por estarem na prostituição estão à mercê da criminalidade onde a todo o momento muitos são assassinados por coisas banais como assalto ou “disputa de território”. Além disso, quando procuram ajuda policial são veementemente escorraçadas como se não tivessem valor algum. Diante disso, muitos travestis, como “Laura Katryn” conhecida no pistão da Avenida São Luís Rei de França como top, por ter conseguido um corpo escultural e feminilíssimo, por exemplo, não vêem outra escolha senão ingressarem também no mundo da criminalidade. “Quando um cliente, diz que não vai me pagar, eu que saio sempre armada com um estilete, faca ou mesmo revólver, não só o obrigo a pagar como lhe roubo todo o dinheiro e outros pertences. Além disso, tenho que enfrentar delinqüentes que na calada da noite tentam me agredir com acusações de ser uma disseminadora da AIDS. Mas para isso eu preciso estar brisada”, afirma fazendo referência também ao uso das drogas.

Isso prova que não só é um erro estigmatizar uma determinada classe ou prática como também, pode acarretar outros males, e que sem dúvida a melhor forma de erradicá-la é procurarcompreendê-la e, sobretudo, enxergá-la além da ótica do preconceito.

 



Escrito por C.J. às 12h23
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  Por que escrevo?

    

     A função social de um ecsritor é escrever para àqueles que não sabem expressar por meio de palavras suas emoções e sentimentos. Mas também penso que, como escritor compartilho  minhas próprias emoções e sentimentos com outras pessoas, e que através das minhas personagens posso viver outras vidas e viajar a um mundo e universo diversos em cumplicidade com meus leitores.

   Sim, escrevo por que as palavras e histórias fervem em minha cabeça e o ato de criar personagens me é prazeroso. E não sei se escrevo por que leio muito, ou se leio por que escrevo muito. Quando me sento diante do computador mergulho na atmosfera do romance que então estou escrevendo, e quasi me sentindo uma testemunha ocular do fatos que descrevo e narro, conto meus episódios e histórias.

    Essa brincadeira de "criador" faz-me sentir um super homem. Mas os filósosfos e teólogos não afirmam que em toda criatura existe sempre um pouco do seu criador? Sendo assim, tenho um pouco de Razec, seth, Ninrode e Lohanna em mim. E acreditando que muitos dos meus leitores se identificarão sempre com esses meus personagens e casos, é que continuo a escrever também um pedaço de suas próprias vidas.



Escrito por C.J. às 09h19
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A lucidez dentro da loucura

 

 

Por Cézar Júnior

 

Baseado no documentário “Terra sem chuva” de Uimar Júnior e Jorge Macau

 

 

            Um louco está solto nas ruas de São Luís. Ele enquanto perambula pelos cantos e recantos da cidade, aborda as pessoas com interrogações e questionamentos sobre a razão de viver.

            Algumas pessoas, ao que parece, assustadas, evitavam-no, outras, perplexas e admiradas, encaram-no procurando em si mesmas as devidas respostas.

            Mas o louco, mesmo sem nenhuma resposta, continua sua excursão pela cidade, deparando-se com a injustiça e descriminação social que contribuem para a explosão de conflito entre classes. Ele vê também a pobreza e a miséria em que muitos vivem. Percebe, mesmo em sua loucura, a indiferença dos seres humanos para com a vida e a natureza. Em todo e qualquer lugar em que seus olhos desvairados pousam, vê cenas do caos cotidiano em que São Luís mergulha, onde a loucura e não a saniedade é pregada e disseminada por seus habitantes.

            Ele então se pergunta:

 

            — De que valeu a minha saída do manicômio? Onde está a lucidez que eu tanto procuro aqui fora? E que paz é está que faz as pessoas lutarem entre si, fazendo com que o amor e a fraternidade desapareçam do coração dos ludovicenses?

 

            Mais triste ainda  quando vivia internado no manicômio, ele resolve voltar para a sua clausura, pois embora ali também não possa encontra a razão de viver e a lucidez, sabe, entretanto, que ninguém poderá jamais acusá-lo por ter-se fingido de sano.

            Da janela da sua cela, por entre grossas barras de ferro, ele contempla São Luís. E com a voz embargada e com fios de lágrimas rolando dos olhos, declara:

 

            — “Dez anos já, e nem uma gota te alcançou. Nenhum úmido vento, e nem orvalho de amor. Mas quem haveria de te amar? Ó mais que rica, tua felicidade te faz secar intorno. Torna-te pobre de amor. Uma terra sem chuva”.

 

            Sim, assim como Nistszche em sua filosofia de questionamentos polêmicos, ele, o louco, apesar de toda a sua loucura, foi o único dentre muitos que conseguiu enxergar que São Luís e o mundo precisam de uma chuva de amor e de vida.

 



Escrito por C.J. às 10h45
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  Restauração de prédios no Centro Histórico de São Luis

 Restuaração de Prédios no Centro Histórico de São Luís

Por Cézar Júnior

          O centro histórico de São Luís em vista de perder o título de Patrimônio da Humanidade concedido pela UNESCO em 1997, deverá passar por um processo de restauração ainda este ano. Uma parceria entre a Prefeitura, o IPHAN e o Governo do Estado, o BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou no âmbito da lei Rouanet, apoio no valor de R$ 700 mil à Associação para a  Promoção do Desenvolvimento Estratégico do Centro Histórico de São Luís. O objetivo é completar as obras de restauro e adequação de dois imóveis tombados. Depois de restaurados os imóveis servirão de sede para o Centro de Referência Azulejar, que abrigará também o Museu do Azulejo, um auditório, uma biblioteca especializada e uma loja de venda das peças produzidas pelos alunos da Escola de Azulejaria.

     O valor total aprovado pelo ministério da Cultura para a restuaração dos prédios contíguos que formam o Centro de Referência Azulejar foi de aproximadamente R$ 3 milhões, concedidos em três momentos. Em 2005 o Ministério da Cultura aprovou o valor de R$ 800 mil para a recuperação do imóvel da Rua da Palma. Em 2006, foi incorporado ao projeto o imóvel contíguo, cuja restauração aprovada pelo Ministério da Cultura foi de R$ 750 mil. Em 2007, após a utilização dos recursos aprovados nos dois primeiros anos e com a constatação da necessidde de mais recursos para a conclusão da obra inacabada, o Ministério concedeu mais 1, 6 milhão. Os recursos serão destinados também à adequação do espaço para a exposição permanente de azulejos.

     O apoio do BNDES representa 44,3% do R$ 1,6 milhão necessário para a conclusão da restauração e adaptação das instalações, e outras instituições também estão colabodando com recursos. O centro de Referência Azulejar será equipado com elevador, receberá aparelhagem de som e vídeo, climatização e mobiliário, além de restauro dos azulejos e pintura. Também será ambientado com os elementos necessários para a exposição. O complexo terá o papel de difundir o conhecimento sobre os azulejos, integrar o circuito turístico com outros centros e também fornecer azulejos iguais aos encontrados nas casas típicas coloniais, evitando roubos, tão comuns na cidade.

    Segundo a assessoria de Imprensa do BNDES, a inciciativa está sendo apoioda pelo Banco dada a importância dos prédios tombados pelo IPHAN e integrantes do conjunto arquitetônico conhecido como Centro Histórico de São Luís, tombados pela UNESCO.

     O imóvel passará a ser atração de turistas e interessados na técnica, e estará ligado à Escola de Azulejaria. O Azulejar será administrado pela Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, ligado a Prefeirtura Municipal de São Luis.

     Além disso, o Governo do Estado destinou alguns imóveis de sua propriedade ,que antes eram ocupados por repartições públicas, para serem recuperados e adaptados para uso misto; residencial e comercial. O programa compreende a reforma e adaptação do maior sobrado do bairro da Praia Grande, com 3000 m2 de área construída, para o funcionamento de uma pousada, assegurando a preservação do imponente imóvel e contribuindo para a ocupação e animação do Centro Histórico, através da movimetação diária de turistas hospedados no coração da Praia Grande.

     Os projetos que foram aprovados pelo IPHAN, vão promover a adequação dos paviemntos superiores para apartamentos de dois ou três quartos, e o pavimento térreo para lojas comerciais. Para tanto, serão adaptados ste grandes sobrados, proporcionando à criação de 74 apartamentos e 40 lojas.

    Trata-se de uma inciativa capaz de ensejar um forte estímulo para a manutenção do uso residencial na área do Centro Histórico. Os imóveis serão vendidos pelo Governo com financiamento em prazos de 15 a 20 anos, de forma que os moradores se tornem proprietários de suas unidades, reforçando assim o vínculo dos cidadãos com este espaço urbano e favorecendo o surgimento de novos investimentos.

     A primeira etapa desse projeto de habitação do Centro Histórico foi concluída no final de julho de 2006, com 12 apartamentos e duas lojas. Até o mês de abril de 2009, estima-se que todos os imóveis estejam concluídos e ocupados. A assessoria de imprensa do Governo do Estado, afirma que as lojas serão igualmente financiadas e deverão abrigar atividades compatíveis com a vizinhança residencial.

    Entretanto, para a superidentente do IPHAN, Kátia Bogeá, não é apenas o poder público que deve zelar pela conservação e restauração desse prédios, mas também as entidades privadas, os donos de imóveis e comerciantes. " Um sujeito que recobre uma fachada inteira de azulejos com o letreiro da sua loja está tirando o direito dos outros de usufruir daquele bem cultural", afirma Kátia. " O comerciante tem de ter a consciência de que o prédio em que está instalado seu comércio é um bem cultural, e não apenas sua moradia ou um local de trabalho. Sem essa visão, ocorre uma degradação sistemática do patrimônio, por meio de reformas e intervenções que cada vez mais o descaracterizam".



Escrito por C.J. às 14h22
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Cleópatra, uma mulher inigualável.

 

 

Por Cézar Júnior

 

           

            Quem nunca ouviu falar em Cleópatra, a rainha do Egito que conseguiu quebrantar o poderio de Roma aliando-se a César e depois a Marco Antônio, generais romanos que mandavam e desmandavam naquela época. Mas para isso Cleópatra teve que enfrentar muitos desafios, e um deles foi lutar contra seus próprios irmãos Ptolomeu XIII e Arsinoe para manter-se no trono. Depois disso procurou seduzir o grande ditador do mundo romano, Julio César para manter a independia do seu país, quando Roma devorava todas as nações em sua sede de conquistas.

            Era uma mulher de uma beleza extrema, e, além disso, sabia como ninguém cativar e seduzir através de sua perspicácia e inteligência. Falava fluentemente sete línguas, era versada em ciência, filosofia e política, por isso como nenhuma outra ptolomaica (dinastia que governou o Egito) soube salvaguardar o Egito das contendas e disputas que a corrida imperialista de Roma disseminava pelo mundo, tornando-o o país mais rico de toda a terra na época.

            Mas Cleópatra era também uma mulher ambiciosa, e por isso após a morte de Julio César, voltou a aliaçar-se com Roma na pessoa de Marco Antônio, alimentando ao lado deste general seu sonho de construir um império governado por Roma e pelo Egito. Mas sua aposta foi errada, pois Otávio, rival de Marco Antônio na disputa pelo poder de Roma, saiu vitorioso, e com isso destruiu o sonho da rainha egípcia, que orgulhosa até o âmago de sua alma, preferiu suicidar-se ao entrar em Roma como cativa.

            Mas embora seu reinado tenha sido curto e conturbado, Cleópatra deixou para sempre nos anais da história, a prova de que uma mulher pode tão bem ou melhor do que um homem governar. Audaciosa entrou em um território machista, demonstrando que não era apenas bela, mas também sábia. A própria Roma, que então desprezava suas mulheres como sexo frágil, passou a respeitá-las e até temê-las, pois a exemplo de Cleópatra muitas romanas, como por exemplo, Lívia e Agrippina, mulheres de imperadores, levantaram sua voz, saindo da sombra em que viviam.

            Hoje, o exemplo de Cleópatra, pioneira em imiscuir-se no mundo político dos homens, é seguido por muitas outras, provando que rainha do Egito não estava errada em afirmar que as mulheres podem ser bem mais do que mães e donas de casa.

            Salve Cleópatra por ter lançado essa idéia, pois o mundo não pode e não deve desprezar os talentos femininos por que o homem sem a mulher não é nada.



Escrito por C.J. às 18h35
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A circulação da informação e notícia na Internet

 

 

Por Cézar Júnior

 

 

            A Internet, por conglomerar todas as mídias em si, tem se tornando uma ferramenta indispensável no processo de comunicação do homem contemporâneo. Mas talvez o que melhor caracterize esse seu poder de comunicar e informar, é a sua desterritorialização ou ilimitada fonte de acesso que juntos fazem à construção da sua rede.

            Além disso, o ciberespeaço é o único espaço livre onde as pessoas podem opinar, criar, criticar, receber, dar e retribuir de uma forma jamais antes vista no outros tipos de mídias.

            Mas a informação veiculada na Internet, embora esta não tenha um controle pré definido, necessita de um policiamento no que tange sua veracidade, elaboração e circulação, uma vez que é capaz de atingir um grande número de ouvintes, leitores e telespectadores cognominados de internautas. Diante dessa perspectiva, os jornalistas têm o desafio de formarem uma nova estruturação caso queiram continuar com os ócios do ofício de informarem, pois a proliferação de sites e blogues que circulam no ciberespaço não só competem com o jornalismo tradicional, mas também criam a hipótese de que qualquer pessoa gabaritada pode ser um informante e noticiador.

            Mas, para que isso realmente aconteça é preciso levar-se em conta como de fato as notícias, pesquisas, documentos e/ou informações circulam por esse novo espaço.

            O site domínio público (www.dominiopublico.com.br) pertencente ao Governo Federal, por exemplo, é uma central de pesquisas on-line, onde o internauta pode não só acessar assuntos concernentes ao Governo, como também grandes obras da literatura e da música, vídeos, fotografias, documentos históricos e até mesmo notícias. Evidentemente que o site foi articulado por uma excelente assessoria de imprensa, publicitários, designeres e cientistas da computação. Todos trabalhando em prol de um único objetivo; informar e transmitir conhecimento.

            Mas como já foi supracitado, o conhecimento adquirido no ciberespaço é também um processo de troca. Assim, o site domínio público mantém uma rede de colaboradores caracterizados como; voluntários que digitalizam obras que já se encontram em domínio público, autores que cedem suas obras, parceiros formados por pessoas jurídicas que cedem os direitos autorais que suas organizações mantêm e tradutores que traduzem as obras que já se encontram em domínio público.

            Assim, essa rede de colaboradores torna o site não só uma fonte quase que inesgotável de conhecimento e informação, como também verossímel, haja vista haver uma rigorosa averiguação das fontes por parte dos moderadores do site. Além disso, dentro do próprio site existe uma estatística que mostra as obras e ou pesquisas mais acessadas e como acessá-las em outros meios, bem como reivendicá-las dos próprios colaboradores, tornando o seu processo de comunicação e informação dinâmico e condizente com o seu próprio nome: domínio público.



Escrito por C.J. às 19h55
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  Um Maranhão operístico? Por que não?

    A ópera é um gênero artístico que consiste um drama encenado com música. O drama é apresentado utilizando elementos típicos do teatro tais como, cenografia, figurinos, canto e encenação. No entanto, a letra ou roteiro da ópera ( conhecido como libreto) ao contrário do que é feito no teatro, é cantada. Os cantores são acompanhados por um grupo musical, que  em algumas óperas pode ser uma orquestra sinfônica completa.

     A palavra ópera significa " obra" em latim e italiano, relacionada com opus, sugerindo que esta combina as artes de canto coral e solo, recitativo e balé, em um espetáculo encenado. Mas, embora o gênero tenha surgido na Itália, acabou se difundindo pelo mundo, tomando diferentes árias, sem contudo, perder jamais sua essência.

     No Brasil, grandes vultos no ramo da ópera tem se levantado como Carlos Gomes, que usava temáticas tipicamente brasileiras como as óperas O Guarani   e O escravo, Heitor Villa- Lobos, autor de Izath, Ronaldo  Miranda compositor de a tempestade, e Jorge Antunes com Olga.

      No entanto, embora no passado o Maranhão tenha respirado essas árias operísticas, hoje o que se vê é uma grande carência e escassez dessas obras, pois quem nos dias atuais já viu encenado em nossos palcos uma ópera como Le nozze di figaro, Otello, O barbeiro de sevilha e Aída.  Será que o problema está em nossa formação cultural?

       Segundo Joaquim Santos, professor de música da escola de música do Maranhão Lilah Lisboa, o problema está na falta de incentivo por parte dos empresários locais e do Governo em patrocinarem esse tipo de espetáculo.

        " Para se produzir uma ópera gasta-se muito dinheiro por que a mesma é realizada por um conjunto de artistas e profissionais tais como, músicos, cenógrafos, figurinistas, cantores, atores e bailarinos. E embora tenhamos pessoas que apreciam a música erudita, como prova o sucesso de público do Maracanto e da Orquestra Sinfônica Brasileira apresentados em São Luís, o maranhense infelizmente não conhece a história da música erudita, o que torna seu acesso a ópera extremamente escasso", afirma.

        O fato é que enquanto não se levantar alguém que possa mudar esse quadro, nós os maranhenses, iremos permanecer afastados de umas das manisfestações artísticas mais sublime, bela e emocionante que existe.

  



Escrito por C.J. às 12h34
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  Uma luz solene

           A luz das velas desde tempos imemoriáveis tem feito parte de eventos e aconteciemntos solenes na vida do homem. Os templos dos antigos deuses eram condecorados com círios que não só serviam para iluminá-los, mas também com o intuito de imitar a luz divina. Na  Roma antiga havia o costume de manter-se acesa costantemente a chama protetora do lar consagrada à deusa Vestia. Os judeus tinham um candelabro ou castiçalde velas como um de seus ornamentos mais sagrados, e os celtas, um dos povos mais místicos da tera, adoravam o fogo ao mesmo tempo em que o temiam, e por isso procuravam  " aprisioná-lo" em pequenas tigelas e cilindros de azeite.

      Na idade média criou-se o costume de acender velas para os mortos com o intuito de iluminar suas almas durante a passagem para a vida além túmulo. Depois a Igreja Católica ritualizou a adoração dos seus santos através dessa mesma luz, e assim como ela muitas outras crenças e religiões fizeram o mesmo, tornando a luz da vela, uma luz solene e de poder místico.

      Mas a beleza dessa luz trancede a fronteira da religiosidade e também antige o efêmero e o carnal, pois quem não é tocado por um jantar à luz de velas? E que cenário, seja ele moderno, rústico ou humilde, que não é tocado por essa solenidade?

      De fato, a vela em todas as eras tem diso um símbolo de luz que ilumina os corações e o espírito, e nestes tempos conturbados onde a fraternidade é cada vez mais escassa, essa luz tão harmoniosa, espirituosa e divina, assim como a chama olímpica, não pode se paagar jamais.

        



Escrito por C.J. às 11h29
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Escrito por C.J. às 01h09
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Escrito por C.J. às 01h04
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"[...] A natureza me falou o homem tocou aqui".

 

 

Por Cézar Júnior

 

 

 

A natureza quando tocada pela mão do homem ou modifica-se ou morre. Eis o que acontece com um pequeno riacho que nasce no alto do morro do Urubu (Turú) e desemboca na praia do Olho d'água.O riacho com sua correnteza tímida e leito estreito, devido a sedimentação de suas margens serpenteia por entre uma mata cerrada de juçareiras, palmeiras, cipós e mangueiras até atingir uma barragem com cascata no Olho d'água onde forma uma piscina natural. Depois, em sua ânsia de alcançar o mar, o riacho passa por debaixo de um túnel na Avenida Hilton Rodrigues, cruza novos territórios tornando-se cada vez mais estreito devido às inúmeras construções e residências na área, para finalmente atingir o mar

Além desses obstáculos, o riacho ainda enfrenta uma forte poluição com uma rede de esgoto da CAEMA, que despeja seus dejetos sem nenhum controle nas águas do riacho, chegando até mesmo muitas vezes a se confundir com o próprio riacho.

Marilene Serpa, 43 anos, moradora da área a mais de 30 anos, lembra que o lugar era um verdadeiro parque ecológico, freqüentado por turistas e pessoas em busca de lazer.

"Eu costumava banhar no riacho com meus filhos e amigos e até pescar, mas depois da construção de alguns condomínios como o Excalibur, o riacho teve seu curso praticamente desviado, suas águas poluídas e a nascente minguou", afirma a moradora.

O riacho incógnito, sufocado e poluído, ainda assim continua correndo para o mar cumprindo com as ordens da mãe natureza, mesmo sabendo que já não é mais o mesmo, e que talvez venha a morrer definitivamente.



Escrito por C.J. às 00h03
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Viver é fácil, sobreviver é difícil.

 

Por Cezar Júnior

 

Dona Valdenice (Val) 57 anos, solteira, mãe de três filhos biológicos e seis adotivos, natural do Piauí, adotou o Maranhão como sua nova terra há mais de trinta anos, onde com muita luta tenta sobreviver com a renda do barzinho que mantém na praia do mangue seco, localizada entre a praia do Araçagy e a Raposa. "Antes eu tinha um bar na praia do Olho d'água, mas expulsaram-me de lá dizendo que iriam construir uma avenida no local. Desesperada, perambulei até encontrar a praia do mangue seco, onde construí sozinha meu bar", conta dona Val em uma mescla de tristeza e orgulho.

A praia do mangue seco não é, todavia, uma das mais visitadas de São Luis. Dessa forma, a renda que dona Valdenice tira do bar, mal dar para custear os reparos da casinha de madeira onde vive na beira da praia. Além disso, ela também foi vitima de vândalos que em novembro do ano passado, incendiaram seu barzinho, deixando-a sem nenhum recurso para reerguer-se.

Mas apesar disso, Dona Valdenice demonstra uma singular perseverança em superar os muitos obstáculos e adversidades que lhe aparecem pela frente. Todas as noites atravessa o manguezal com a maré cheia para ir a escola no Vicente Fialho, onde estuda Teologia, Bibliologia e Antropologia, e mesmo sem água encanada e eletricidade na residência onde mora, vive sozinha desafiando as adversidades que a natureza e os vizinhos invejosos lhe impõe.Pois, Dona Valdenice, apesar de tudo, é uma pessoa carismática e solícita. Tanto que se tornou uma referência e guia para os turistas que se perdem na área e das muitas vítimas e sobreviventes do canal nunca mais.

Um exemplo de vida e de luta de que é preciso coragem e perseverança para alcançar a vitória e, sobretudo, que mesmo chorando é preciso sorrir e acreditar que dias melhores virão. É o que faz Dona Val quando nos conta sobre seu sonho de reerguer seu antigo bar e restaurante, e faz um apelo à solidariedade humana pedindo madeiras e telhas para aqueles que puderem lhe doar esses e outros materiais de construção, e as autoridades para que não lhe expulse uma vez mais da praia do mangue seco.

Contatos com Dona Valdenice pelo telefone 8835 4750.



Escrito por C.J. às 00h02
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A mulher na política

 

 

Por Cézar Júnior

 

 

Desde tempos imemoriáveis a mulher almejava ingressar assim como o homem na política de seu país. Foi assim nos tempos da rainha Cleópatra, uma mulher singular que soube manejar seus adversários e forjar sua própria posição a fim de se sobressair em uma sociedade machista e corrupta. A rainha Elizabeth I, da Inglaterra mostrou que uma mulher pode governar tão bem, ou melhor, do que um homem, Catarina a Grande, fez pela Rússia o que nenhum outro czar havia feito, transformando-a em uma grande potência.

Mas, não foi apenas no passado que a mulher entrou nessa briga e disputa política. Cristina Kirchner entrou para a história da Argentina como a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente no país. Ângela Merkel, chanceler da Alemanha inaugurou uma era ímpar para as mulheres alemãs na história política de seu país. Ellen Johnson Sirleaf foi eleita presidente da Libéria e também é a primeira a assumir o poder em um país do continente africano.

No Brasil muitas mulheres têm mostrado sua competência na política. Temos duas governadoras nos 26 estados e o Distrito Federal (Rosinha Matheus, no Rio de Janeiro, e Vilma Faria, no Rio Grande do Norte), nove mulheres no Senado, 46 deputadas na Câmara Federal e uma ministra no Supremo Tribunal Federal, além de 418 prefeitas nos 5.560 municípios brasileiros, o que prova que a mulher brasileira, embora lentamente, vem lutando por seu espaço no cenário político.

 No Maranhão essa luta personifica-se na pessoa de Roseana Sarney, filha do ex-presidente José Sarney, que entrou para a história do país como a primeira governadora de um Estado brasileiro. Todavia, o cenário político brasileiro ainda mostra-se um tanto restrito às mulheres, pois grandes cargos publicos como, por exemplo o de presidente, ainda continuam a ser disputados e coupados por candidatos homens.



Escrito por C.J. às 23h53
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